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29 de agosto de 2016

Facebook lança "Market Place", para venda e troca de objetos



O Facebook lançou nesta segunda-feira (3) a ferramenta "Markeplace", que permite que seus membros vendam e comprem objetos uns dos outros.
O novo recurso coloca o Facebook diretamente em concorrência com outras plataformas de vendas on-line, lideradas pela famosa americana Craiglis.
A ferramenta também oferece uma alternativa a sites como eBay. Segundo a rede, trata-se apenas de uma formalização do que é feito há anos no grupo. "O Facebook está onde as pessoas se conectam, e nos últimos anos, mais pessoas estão utilizando a rede para se conectar de outra maneira: comprando e vendendo umas das outras", declarou a gerente de produto, Mary Ku, em um blog.
"Essa atividade começou em grupos no Facebook e tem crescido substancialmente. Mais de 450 milhões de pessoas visitam grupos de compra e venda todos os meses - de famílias de um bairro específico a colecionadores ao redor do mundo".
O Marketplace exibirá fotos de itens à venda com base na proximidade, e os usuários podem ajustar a sua localização e procurar itens ou categorias específicas, tais como roupas, utensílios domésticos ou eletrônicos.
O novo recurso estará disponível para usuários de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia nos próximos dias no aplicativo da rede social para iPhone e Android, e este serviço se expandirá a outros países e ganhará uma versão desktop nos próximos meses.
 fonte:http://br.rfi.fr/mundo/20161003-facebook-lanca-market-place-para-venda-e-troca-de-objetos

24 de agosto de 2016

“O Judiciário é responsável pela não aplicação do Código de Defesa do Consumidor”, diz presidente de comissão




Brasília - A presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor, Marié Miranda, criticou a postura que magistrados têm adotado ao tratar casos relacionados a danos morais. Ela falou a respeito de planos que a OAB tem feito para atuar nesse sentido com o objetivo de mobilizar a sociedade sobre o tema. Na semana passada, o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, lançou a campanha Mero Aborrecimento Tem Valor. A campanha é uma iniciativa da Comissão Especial de Defesa do Consumidor e foi anunciada em Alagoas.
Na ocasião, Lamachia destacou a preocupação da Ordem de cuidar da preservação dos direitos do cidadão frente aos abusos do poder público ou econômico. “Com este propósito lançamos a campanha #meroaborrecimentotemvalor, que aborda os casos em que o cidadão ingressou com ação civil na Justiça e teve o pedido negado sob a justificativa de que se tratava de mero aborrecimento”, disse Lamachia. “O objetivo é fazer um levantamento das sentenças que foram fundamentadas na tese do ‘mero aborrecimento’ como excludente de responsabilidade civil, além de servir de base para estudos aprofundados acerca dessa teoria”, acrescentou ele.
Marié afirmou que ao adotar tal postura, a Justiça contribui para que empresas desobedeçam o Código de Defesa do Consumidor. “O Poder Judiciário é responsável pela não aplicabilidade do código de Defesa do Consumidor pelas empresas e prestadoras de serviços porque quando eles banalizam a reivindicação do consumidor, do jurisdicionado, eles estão beneficiando as empresas”, criticou ela. “É um incentivo à desobediência ao código porque em 26 anos em que o código vigora as empresas não modificaram sua forma de agir”, disse Marié.
A presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor conta que atua na área de desde que o Código de Defesa do Consumidor começou a vigorar e diz que o panorama só piora. “A situação hoje está mais grave do que era naquela época. Foi mais fácil naquela época conscientizar o consumidor, porque era uma matéria nova, era uma matéria cidadã, do que agora”, afirmou ela.
Setembro
Sancionado no dia 11 de setembro de 1990, o Código de Defesa do Consumidor será agora a inspiração de uma ação conjunta que visa justamente denunciar o descaso de alguns magistrados em ações que cobram danos morais. A alegação desses magistrados é a existência de uma ‘indústria do dano moral’. Entretanto, Marié diz que essa postura é dúbia quando se verificam os resultados de algumas ações.
“Quando se trata de um magistrado o dano moral dele vai lá para cima. Houve um caso de que tivemos notícia em que uma juíza deu uma indenização de R$ 1,50 de danos morais. Pois tempos depois ela passou pelo mesmo constrangimento e um colega deu uma sentença no valor de R$ 60 mil. Para eles há o dano, mas quando é para o jurisdicionado comum eles chamam de ‘indústria do dano moral’. Na verdade, a indústria está sendo criada por eles para favorecer as empresas prestadoras de serviço”, afirmou ela.
Ela diz que em setembro haverá uma grande mobilização conjunta para denunciar as sentenças de valor irrisório. "Estamos fazendo uma coleta de decisões no Brasil inteiro através das comissões das seccionais. Vamos juntar essas sentenças que consideramos imorais e devemos levá-las ao CNJ com a presença do presidente Lamachia. São decisões absurdas porque para alguns existe o dano moral e para outras não. Para eles têm valor, mas para o jurisdicionado comum não tem”.
Além disso, no mês de setembro, que é o mês do Código de Defesa do Consumidor, o plano é mobilizar as seccionais em todos os estados para que numa data a ser definida sejam feitas visitas às turmas recursais, aos fóruns e aos juizados especiais. “No mesmo dia o Brasil inteiro fazendo esse trabalho. Vamos com os adesivos com o símbolo da campanha. Não vamos fazer nenhum comentário, não falaremos com os juízes. Apenas nos faremos presentes e mostrar a eles nossa insatisfação”, explicou Marié.
#meroaborrecimentotemvalor
FONTE:http://www.oab.org.br/noticia/52121/o-judiciario-e-responsavel-pela-nao-aplicacao-do-codigo-de-defesa-do-consumidor-diz-presidente-de-com